As ilustrações aderem meramente à sequência narrativa ou saltam para além proporcionando comentários e sugestões adicionais à palavra escrita?Com os ilustradores Gémeo Luis, Cristina Valadas, Luís Silva, Marc Taeger e José Manuel Saraiva
Na minha terra conta-se que, no inverno, à lareira, quando ainda não havia as modernices de hoje, pais e avós juntavam-se para contar histórias. As mães diziam: Venham meninos vamos às contas! Claro que não eram só os meninos que se juntavam. Era a família inteira e mais os vizinhos e até os animais que lá por casa passeavam se aninhavam para saborear mais uma noite de histórias, contos, ditos e mexericos...
As ilustrações aderem meramente à sequência narrativa ou saltam para além proporcionando comentários e sugestões adicionais à palavra escrita?
Era uma vez uma fada que se chamave Lisete que por não estar habituada a comer em demasia, caiu desmaiada a caminho do lago. Mimo, o velho castor seu amigo, ficou sem a ajuda habitual que Lizete lhe costumava prestar e por isso estava triste e quase a pensar que tinha sido abandonado à sua sorte.
Depois do sucesso das edições anteriores, a Câmara Municipal da Trofa promove, de 2 a 10 de Maio, o V Encontro Lusófono de Literatura Infanto-Juvenil.
Estamos próximo de mais uma data importante no calendário do livro e da literatura.Dia 23 de Abril comemora-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.Celebrando este dia as Nações Unidas procuram promover a leitura, a industria editorial e a protecção da propriedade intelectual. Partilhamos convosco o texto com que a UNESCO pretende comemorar esta data
" Só pode ser mel de fadas" diz Cristina para a amiga, enquanto procuravam as fadas perdidas no jardim da dona Felizarda.Mas as fadas não produzem mel, são as abelhas e estas, segundo a mitologia representam a eloquência, a poesia e a inteligência como o interface terreno de uma face de uma moeda que, do outro lado, tem um alcance mais espiritual que é a ressureição e o seu papel iniciático e liturgico,no mundo ideal de Platão. (Chevalier & Gheerbrant, 1982)
A beleza pictórica das ilustrações são uma porta aberta para uma experiência frutífera, permanente e vivencial do amor pelos livros e pela leitura, bem como de uma apreciação estética pela literatura e pela arte através do estilo e do extraordinário vocabulário imagístico. A ênfase posta nos objectos importantes da narração - por exemplo, o caldeirão e o lobo - misturam - se com o tamanho dos caracteres impressos formando um todo indissociável e de inesgotável beleza estética.
As noções de amizade, solidariedade, espírito de inter-ajuda e partilha estarão também subjacentes nesta história tradicional que, como não podia deixar de ser, tem o lobo como principal alvo a abater.
" Com o lume na cauda e o rabo encarnado,
De 1 de Fevereiro ao 15 de Março de 2009 o Salão do Livro Infantil e Juvenil está patente em Pontevedra, Galiza
Assim começa a história da bruxa MIMI que tinha um gato que também era preto... Querem saber o resto da história?
ABACADABRA!
ABACADABRA!
ABACADABRA!
Uma história visual é uma sequência de imagens que exige, da parte do leitor, relações entre os objectos e depois o desenho das inferências necessárias à sua compreensão.
"Somos feitos da mesma matéria que nossos sonhos" disse Shakespeare. Esta frase do grande escritor inglês veio-me à memória quando li "A grande Aventura de Beck", da colecção Fadas, da Disney. De facto, só dentro dos nossos sonhos conseguimos imaginar seres que se movem com a força do pensamento, que voam com o poder do pó mágico ou que entendem a linguagem dos animais.Mas estes sonhos, no dizer de Shakespeare, materializam-se naquilo que nós somos e naquilo que conseguimos fazer, falar e ser. Quer dizer, se sonhas com fadas podes ser ou tornar-te uma delas...ou considerando de outra forma: "You cannot have a concept of fantasy without a concept of reality" (Gamble &Yates, 2008:118) porque uma boa história de fadas, no sentido geral do termo, está profundamente enraizada nas experiências , ideias e ideais humanos.
As fadas são de uma maneira geral seres da natureza ou pelo menos inspirados por ela: dominam o ar, a terra, o fogo e a água e com eles fazem o mundo ficar um lugar mais bonito de convivência física e espiritual. 


Assim diz Tolkian, (2008:65) que desenvolve uma larga e profunda tese, no seu livro “On fairy-stories”, onde espelha a extraordinária génese do seu trabalho, como escritor de mundos fantásticos.
Peter Pan, de J.M.Barrie, é outra história de fadas que queremos partilhar convosco. Apesar de todos conhecermos a história do filme da Disney não será despiciendo ler, de novo, este romance, que se tornou rapidamente num dos famosos livros de literatura infantil, de todos os tempos.
A personagem de Peter, que não quer crescer, de Wendy e dos meninos da Terra do Nunca, que caíram dos carrinhos de bebé por causa de amas distraídas e do Capitão Gancho, com o seu braço de ferro, povoam os mundos da infância já há várias gerações.
Este livro também possui uma fada que pelo seu tamanho pareceria irrelevante num cenário de guerras da Terra do Nunca, entre animais selvagens, índios ferozes e piratas violentos.
Mas, esta FADA possui uma capacidade extraordinária de doação e de inclusivamente morrer por Peter Pan quando este, sem conhecimento do líquido envenenado, o ia beber de um fôlego. Sininho, in extremis, salva-o protagonizando um amor sincero e para lá de todos os limites racionais. Este amor “ (…) é uma possibilidade de vida da própria razão; a razão que renuncia ao amor renuncia à própria vida, à sua própria liberdade. O amor entendemo-lo como possibilidade de sempre transcender.” (Pereira, 2000:76)
Sininho está às portas da morte: “ A sua voz era tão sumida que, a princípio, ele já não conseguia ouvir o que ela dizia. Ela estava a dizer-lhe que acreditava poder melhorar, se as crianças passassem a acreditar nas fadas.”
E elas certamente acreditam pois as suas palmas fizeram Sininho voar logo “mais alegre e despudorada do que nunca” (Barrie, 2005.163) fazendo-nos acreditar que a intenção de um desejo – um projecto – aliada ao gesto de bater as palmas – uma acção – (Carvalho, 95:56) produz um resultado que se assume como impulsionador da realidade, aqui realidade poética, mas que sem dúvida faz parte do mundo empírico histórico factual, pois nós também ainda acreditamos em fadas e também conseguimos voar!
Pedindo emprestado o tempo e o espaço da nossa infância escolhemos mais uma vez um livro que nos conta histórias de fadas. A grande Fada da história diz que: " Também nós as fadas da história precisamos de umas férias...(1988:2)" Eis porque mandou a Flor-de -Liz, a Túlipa, a Ortiga, a Alperce e a Pinha Seca para umas curtas férias na aldeia dos gnomos.Na minha terra conta-se que, no inverno, à lareira, quando ainda não havia as modernices de hoje, pais e avós juntavam-se para contar histórias. As mães diziam: Venham meninos vamos às contas! Claro que não eram só os meninos que se juntavam. Era a família inteira e mais os vizinhos e até os animais que lá por casa passeavam se aninhavam para saborear mais uma noite de histórias, contos, ditos e mexericos...