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quarta-feira, setembro 12, 2007

Cinderella - A Dream is a Wish Your Heart Makes

terça-feira, setembro 04, 2007

Palavras Andarilhas


A Biblioteca Municipal de Beja e a Associação para a Defesa do Património da Região de Beja organizam de 17 a 23 de Setembro as Palavras Andarilhas.
Nesta data chegam à cidade de Beja mais de 50 especialistas em Narração e Promoção da Leitura. Destacamos a presença de Daniel Pennac que, pela primeira vez, dará uma conferência em Portugal.
Imperdível...

domingo, julho 15, 2007

Ensinar a ler com histórias infantis

Tal como aos navegadores do século dezasseis lhes era pedido que soubessem ler as estrelas, aos navegadores de hoje, que se debatem imersos no manancial de informação que os rodeia, lhes é pedido que não só saibam descodificar as mensagens mas que, sobretudo, saibam perceber significados por detrás dos enunciados orais, escritos, visuais, etc...
Nesta ordem de ideias ler é compreender; ler é traduzir em pensamentos os sons das letras e palavras; ler é construir sentimentos e perceber emoções, enfim ler é sobretudo interpretar a vida ao sabor das letras...
Mas se ler é tudo isto, o que fazem as nossas crianças quando começam a aprender a ler?
Nesta altura, de fim de ano lectivo, podemos passear pelos livros de iniciação à leitura do 1º ciclo do ensino básico e parar para pensar! É isto mesmo que eu quero ensinar?! É desta forma que eu quero que os meus alunos tenham contacto com a linguagem escrita?
As alternativas são possíveis e esta nós vos propomos: "As Letras falam" de Rafael Cruz-Contarini e ilustrado por Maribel Suarez da Everest Editora.
Estas letras que falam, dizem-nos:

Sou o F de festa e de fonte
e eu o A de água e de abrir
este é o C de céu e cereja
aquele o V de vaca e Vladimir.

quarta-feira, julho 11, 2007

Nem só de sol vive o homem. Nos livros também podemos encontrar as ondas do mar, as praias douradas e o azul do céu. Desde a prosa à poesia tudo serve para mais uma reconciliação com a leitura. Agora não podemos argumentar falta de tempo! Podemos sim, criar uma relação duradoura com os livros que ainda não fazem parte de nós e que nos prometem prazeres inconfessados.
Mas descobrir novas paragens é, às vezes, assustador, mesmo aquelas que de tão próximas nos escapam sempre.

sábado, junho 30, 2007

Elisabeth Baguley estudou literatura antes de se ter aventurado no ensino, como professora de língua materna. Começou a escrever para crianças, quando percebeu o poder que os livros tinham quando lia, ao deitar, para as suas filhas pequenas e isso permitiu-lhe desenvolver uma escrita simples, mas no entanto cheia de significado, no mundo em que vivemos. O livro Meggie Moon, que em português está traduzido por As Ideias da Bia, conta-nos a história de uma menina chamada Bia que com paciência, preserverança e inteligência consegue entrar no território dos rapazes e fazer valer o seu carisma, depois de eles lhe terem dito que: "Nós não brincamos com raparigas". Então, ela constrói um fantástico carro de corridas e um magnífico navio pirata que deixa os seus amigos rapazes cheios de admiração. Eles terão de admitir que ela, de facto, tem ideias brilhantes...

domingo, junho 17, 2007

Vem e abraça-me

Autor:Michal Snunit
Ilustrador: Vanessa Levy
Vega Editores
A linguagem do abraço foi a primeira que os homens conheceram há muito tempo, antes de falarem. É a linguagem dos sentimentos, uma linguagem que não tem forma de mentir.
Esta encantadora história poética lembra-nos como um abraço pode ser tão precioso e porque é que sentimos necessidade de abraçar as pessoas de que gostamos.
"Após o nascimento dos céus,
após o nascimento da terra,
aós o nascimento das plantas,
após o nascimento dos animais,
então nasceram as pessoas
e com elas nasceu também
a linguagem dos abraços,
cujo universo é o do AMOR.

sexta-feira, junho 15, 2007

O menino que não gostava de ler

No dia em que Leopoldo fez oito anos, os pais ofereceram-lhe dois livros, tal como acontecia em todos os aniversários desde que tinha nascido!
Contudo, Leopoldo não gostava mesmo nada de ler. O que ele gostava era de correr pelos campos e por isso preferia que lhe tivessem dado umas sapatilhas. Como ele queria umas sapatilhas!
O que acontece com Leopoldo acontece com uma boa parte das nossas crianças e jovens. Fogem dos livros e da leitura, têm papirofobia, diagnóstico que o psicólogo da história descobriu para o problema do Leopoldo.
O que fazer para remediar o problema? Como a própria história nos conduz, o Leopoldo necessitava de um bom mediador, alguém que lhe conseguisse fazer a ponte entre ele próprio e os livros, para que todas as letras negras não se transformassem "num aglomerado de formigas bêbadas que, sem nenhuma regra ou ordem, saltavam de um lado para o outro da folha."
Na sua fuga da casa paterna, Leopoldo encontrou um velho cego, sentado no banco do parque, que lhe contou as suas aventuras:
"Dando voltas à terra, tinham-lhe acontecido coisas absolutamente extraordinárias. Caçara baleias ferocíssimas de cores inacreditáveis, combatera contra os piratas da Malásia e do mar da China, escapara deles agarrando-se a um tronco, sobre esse tronco andara à deriva e chegara a uma ilha com um vulcão, uma ilhazinha perdida no meio do oceâno Índico. Ali conhecera selvagens que eram tão pequenos que cabiam na palma da sua mão, estes tinham-no eleito seu rei, mas também de lá tinha fugido..."
Este velho, cego, delicadamente e subtilmente, conseguiu a proeza da conciliação e da aproximação do Leopoldo com a leitura.
Quantos velhos cegos precisamos nós de ter?

domingo, junho 03, 2007

Os Mediadores de Leitura

Mediador, em latim - mediatore -, significa aquele que faz a média, que liga. Falando de leitura pode-se considerar que o mediadore do acto de ler é aqule que proporciona a aproximação de alguém a um texto e que fomenta posteriormente a continuação dessa relação.
Os principais mediadores de leitura são as famílias, os professores, e os bibliotecários e até os amigos e vizinhos que nos emprestam um livro.

Infelizmente, as famílias nem sempre compreendem este importante papel que lhes cabe e se fazem mediação ela restringe-se, a maioria das vezes, à primeira infância, desaparecendo à medida que as crianças crescem, deixando os jovens sozinhos, com a sua solidão, junto a um livro, como diz DanielPennac.
Infelizmente, também, muitas vezes os professores confundem o seu poder de mediação e transformam uma actividade que deveria ser de fruição estética e intelectual, numa actividade de respostas a questionários e de avaliação. Por outro lado, não têm consciência que, para além de mediadores, são também modelos muito poderosos, para as crianças e os jovens e que portanto devem ser vistos a ler e devem, sobretudo, mostrar o seu amor pela leitura.
Para se auto-motivarem para a leitura e ao mesmo tempo contribuirem para o modelling, os professores da Escola Diogo Cão, em Vila Real, criaram uma Comunidade Leitora a que chamam - Livros com Bolos - de que já tive oportunidade de falar neste blog. Falando-se de um livro aprecia-se também um bolo e um bom vinho generoso para que a leitura corra mais depressa!
Querem experimentar? Quintas feiras , às 16.30, na Sala dos professores...


sábado, junho 02, 2007

Dia da Criança

Que tal oferecer um livro às crianças no Dia da Criança?
O Dia da Criança foi criado em 1950, pela Federação Democrática Internacional das Mulheres, que propôs às Nações Unidas que se comemorasse um dia dedicado a todas as crianças do Mundo.
A ONU reconhecendo que as crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social, necessitam de cuidados e atenções especiais, precisam de ser compreendidas, preparadas e educadas de modo a terem possibilidades de usufruir de um futuro condigno e risonho, propuseram o Dia 1 de Junho, como Dia Mundial da Criança.
Embora nem todas as crianças do Mundo tenham as mesmas oportunidades de viver uma vida digna, muito se tem feito e são inúmeras as organizações governamentais nacionais e internacionais, públicas ou privadas que apostam em programas de intervenção que levam alimentos e cuidados médicos pelo mundo fora.
Na Europa, depois da 2ª guerra mundial, para além de morrerem de fome e terem de trabalhar para contribuirem para a subsistência das suas famílias, metade das crianças não sabia ler nem escrever e 50 anos depois, hoje (!), as crianças europeias, na generalidade, têm oportunidades fantásticas a nível da alimentação, educação e saúde, proporcionadas por um período de paz continuada, conseguida pela construção da União Europeia.
Despojadas da necessidade de contribuirem para o rendimento familiar, pelo aumento do crescimento económico e do nível de vida, as crianças e os jovens contemporâneos partilham de uma infância e juventude mais consentânea com a sua condição e um dos benefícios deste bem-estar físico e social é a possibilidade de poderem aceder, também, a bens culturais, de que a literatura para a infância e juventude é um exemplo.
Se a literatura, hoje, se afirma cada vez mais, quer como uma componente essencial do desenvolvimento cognitivo e afectivo, quer como fonte de fruição intelectual, porque não oferecermos um livro às crianças, hoje, no seu dia?

segunda-feira, maio 28, 2007

Depois da ceia, arrumada a cozinha, às vezes a minha mãe, sentava-se ao balcão e cantava. Cantava um desses romances de que eu entendia melhor o ritmo do que as palavras.
Eugénio de Andrade

Cada vez me dou conta da importância da música nas nossas vidas. A música é uma necessidade humana básica, tão vital como o ar, a comida ou a água.Ela é sobretudo uma forma de nos ligarmos uns aos outros e a nós próprios.
Os educadores sabem há muito dos benefícios que a música pode trazer para o desenvolvimento da criança, desde a potenciação do movimento até à literacia das palavras e dos números!
A música faz com que as palavras sejam mais fáceis de decorar e sobretudo de pronunciar e é uma maneira divertida de fazer com que a linguagem se torne vida!
Sites a visitar:
Boas músicas!

sexta-feira, maio 25, 2007

quarta-feira, maio 23, 2007

Ilustrações, ilustrações...

Já repararam como os livros de literatura dirigidos à infância têm umas ilustrações soberbas?
A 11ª edição do Prémio Nacional de ilustração acabou de dar conhecimento dos prémios atribuidos este ano que distinguiram Teresa Lima pelo conjunto de desenhos feitos para a obra “Histórias de Animais”, com texto de Rudyard Kipling.

As duas menções especiais foram atribuídas, respectivamente, às ilustrações do livro “Pê de Pai”, da autoria de Bernando Carvalho (texto de Isabel Martins, editado pela Planeta Tangerina) e aos desenhos de “Uma mesa é uma mesa, será?”, de Madalena Matoso (texto da mesma autora e publicado pela mesma editora).

O Prémio Nacional de Ilustração foi criado em 1996 pelo Ministério da Cultura/IPLB e a APPLIJ – Secção Portuguesa do IBBY (Internacional Board on Books for Young People) -, com o objectivo de promover a ilustração de livros para a infância e a juventude originalmente editados em Portugal.

O Prémio Nacional de Ilustração distingue todos os anos um ilustrador pelo conjunto de desenhos originais publicados numa obra para crianças ou jovens editada no ano anterior e pode, ainda, distinguir mais dois ilustradores através da atribuição de duas menções especiais.

terça-feira, maio 15, 2007

Concurso Nacional de Leitura



Decorreu hoje, dia 14 de Maio, na Biblioteca Pública de Vila Real, a final distrital do Concurso Nacional de Leitura dirigido ao 3º ciclo e ensino Secundário.

A prova foi elaborada a partir dos romances: A Ilha do Chifre de Ouro de Álvaro Magalhães, O conto Amor de Miguel Torga, As Naus de António Lobo Antunes e Crónica do Rei Pasmado de Gonzalo Torrente Ballester.

Os jovens candidatos, de diferentes pontos do distrito de Vila Real, foram acolhidos pelo Júri do Concurso que lhes explicou as regras das diferentes provas e os pôs à vontade para participarem com alegria e boa disposição neste evento dedicado à leitura.
No final, foi servido a todos um merecido lanche, com as diversas especialidades da doçaria tradicional Vilarealense.

domingo, maio 13, 2007

Actividades de promoção do livro

Joana e o lápis amarelo in Do Tamanho do Coração
Escreveu Pedro Veludo
Ilustrou Luísa Brandão
A partir da história Joana e o lápis amarelo alguns professores fizeram a promoção do livro elaborando um porta lápis muito original. Não podemos esquecer que uma das primeiras funções dos mediadores é promover o livro e que ideia original para o fazer!

quarta-feira, abril 25, 2007

O Meu Pequeno Coração de todos os dias, de Alain Chiche, da Gailivro, é um livro enternecedor, para crianças do pré-escolar. Fala de um urso que, em discurso directo, nos conta como se sente em cada dia da semana:
Terça-feira, o meu pequeno coração é tão precioso como uma ilha perdida no oceano...
(...)
Quinta.feira, o meu coração é único como o sol...
(...)
Eu adoro o meu pequeno coração... porque todos os dias tu és o meu pequeno coração!

Regra nº 1: Tudo começa com a leitura em voz alta - e a leitura em voz alta deve começar desde o berço. A compreensão oral vem sempre antes da leitura!







terça-feira, abril 17, 2007

Formar Leitores

segunda-feira, abril 09, 2007

CALENDÁRIO ABRIL 2007


Já se tinham esquecido do calendário das histórias infantis?
Bom aqui está ele de novo agora do mês de Abril!

sábado, abril 07, 2007


No próximo dia 23 de Abril - Dia Mundial do Livro - terá lugar na livraria FNAC, do Centro Comercial Colombo, em Lisboa, pelas 19h, o lançamento e apresentação da obra Formar leitores: Das Teorias às Práticas, coordenada por Fernando Azevedo.
É de salientar a escolha do Dia Mundial do Livro para o lançamento desta obra pois esta data honra a velha tradição catalã em que, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE e recebem em troca, imaginem lá, UM LIVRO. Esperemos que desta vez recebam o livro Formar Leitores!
Se conseguires... partilhar livros e flores, nesta primavera... e prolongar este amor de compromisso com a leitura... não deixes de aparecer... na FNAC... dia 23... às 19h.
O mundo dos livros...e das flores...estará à tua espera...

LED Text Scroller

Na minha terra conta-se que, no inverno, à lareira, quando ainda não havia as modernices de hoje, pais e avós juntavam-se para contar histórias. As mães diziam: Venham meninos vamos às contas! Claro que não eram só os meninos que se juntavam. Era a família inteira e mais os vizinhos e até os animais que lá por casa passeavam se aninhavam para saborear mais uma noite de histórias, contos, ditos e mexericos...