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segunda-feira, setembro 16, 2013

Um mistério no Labirinto - Italo Calvino

Em todas as culturas, o labirinto tem o simbolismo de representação confusa da consciência matriarcal e este universo só pode ser transposto por aqueles que se encontram preparados para fazer uma jornada ao inconsciente colectivo. O seu acesso portanto, só é viável ao iniciado que conhece de forma antecipada os planos, uma vez que o seu centro é-lhe reservado só a ele.
Italo Calvino, neste seu livro de potencial recepção infanto-juvenil fala-nos do rei Clodoveu que, depois da guerra, anseia chegar à sua cidade Arvoreburgo, mas vê-se envolvido por um bosque espesso e impenetrável....
Na cidade as plantas tinham murchado por anos de desgovernos e Clodoveu necessitava de chegar depressa para a salvar. Mas as intrigas são grandes para o afastar de Arvoreburgo. A sua filha, no entanto conseguiu fugir com a ajuda de um pássaro e de uma árvore que queria tomá-la sob a sua protecção.
E a árvore e a floresta nunca mais serão inimigas e os labirintos serão sempre vencidos!


quarta-feira, março 28, 2012

O Elefante cor-de-rosa


A história desenrola-se à volta de um pequeno elefante cor-de-rosa, e começa com "era uma vez" como convém a todas as histórias...

O elefante era cor-de-rosa e toda a linguagem semiótica do texto e da imagem giram à volta desta cor dos mundos encantados, dos mundos "cor-de-rosa", onde o elefantezinho vivia a sua vida que era também cor-de-rosa, "entre pássaros azuis e manhãs de cristal...(...)". As próprias páginas rosa e largas do texto abrem o mundo à imaginação pictórica, onde cada um poderia pintar espacialmente esse mundo, como muito bem entendesse.

Era um mundo de danças e sem sofrimento, onde o tempo não podia medir-se e onde as flores (...) pareciam rir e os pássaros prolongavam, no seu canto, o eco de tanta felicidade". Ah, as flores, essas eram brancas, simbolicamente puras e ingénuas, como era todo aquele mundo de ilusão subtil.

Contudo, como na vida real, estes mundos de felicidade permanente nunca existem, tal como não existem elefantes cor-de-rosa ... Assim, o elefantezinho tem que dar simbolicamente um salto para a frente, para o desconhecido, e parte na cauda de um planeta à exploração do espaço.

Onde poderá viver? O que poderá fazer? O mundo como ele conhecia morreu, ele estava sozinho! Restava-lhe a nossa TERRA, a nossa realidade vulgar, onde os elefantes são presos "(...) dentro de jaulas, que são uma espécie de gaiolas".

A fuga à realidade parece impossível no mundo empírico-histórico factual mas, até nesse, a mensagem de esperança vem daqueles cuja aceitação da alteridade, do outro, é mais fácil de ser conseguida.

As crianças, com a sua inocência e fantasia, aceitam até a mais inverosímil cor do pequeno elefante e é lá, na sua imaginação, que ele escolhe viver para sempre!

quinta-feira, março 22, 2012

A Odisseia de Edward Tulane


Era uma vez um coelho de porcelana chamado Edward Tulane. O coelho vivia feliz com a sua dona, Abilene, uma menina que o adorava mais do que tudo! Mas um dia, Edward perde-se numa viagem interminável, mudando de lugares, numa impermanência extraordinária que o leva a ser recriado constantemente pela mão dos donos que sucessivamente se apoderam do seu corpo-boneco-objeto mas também muitas vezes boneco-amor.

Edward parece simbolizar o nascimento e a morte ou antes o renascer de uma nova vida a cada metamorfose a que é obrigado a passar: de Edward, a Susana, de Malone a Jangles, numa cadeia interminável de mudanças sobretudo externas, físicas, que contudo nunca machucam a personalidade e a sua substância interna, que se foi habituando aos trambolhões da vida sem soltar rugidos de fúria mas sim lamentos resignados feitos de calma e inocência, como convém a um coelho.

Contudo, sendo ele próprio um amuleto acreditado para trazer boa sorte a todos os que o possuíam “Edward era o único que não se entusiasmava com isso. Orgulhava-se de não ter ilusões e de não permitir que o seu coração batesse depressa. Conservava a dignidade de manter o seu coração parado, em silencio, bem fechado.Já estou farto de me iludir, (…).”

No entanto, como também na vida, temos sempre alguém que nos chama a atenção, desviando o nosso enfoque para outras emoções bem mais positivas que nos fazem descentrar das amarguras quotidianas e nos levam a olhar as estrelas:

“- Tens de ter expectativas, nunca deves perder o ânimo, a esperança. E, especialmente, deves questionar-te sobre quem irá amar-te e quem irás amar em seguida.
- Para mim chega de ser amado – amar é muito doloroso.
- Não digas disparates. Onde está a tua coragem?”

Título: A Odisseia de Edward Tulane
Autor: kate Di Camillo
Ilustrador: Bagram Ibatulline
Editora: Gailivro

quarta-feira, março 21, 2012

Prémio Hans Christian Andersen

Prémio Hans Christian Andersen para María Teresa Andruetto e Peter SísArtigo

A escritora argentina María Teresa Andruetto e o ilustrador checo Peter Sís venceram hoje o prémio internacional Hans Christian Andersen, considerado o Nobel na área da literatura infanto-juvenil.
Os vencedores foram anunciados na Feira do Livro Infantil de Bolonha, que começou hoje em Itália e que tem Portugal como país convidado.
O prestigiado prémio foi dado à escritora argentina María Teresa Andruetto, como reconhecimento de uma marca poética e sensível da sua obra, na abordagem de temas variados como as migrações, o amor, a pobreza e a violência.
Peter Sís foi premiado na área da ilustração pela diversidade de técnicas utilizadas e pela combinação de elementos do universo fantástico com apontamentos reais, disse o júri.

terça-feira, março 20, 2012

Dia da árvore

A literatura de receção infantil e juvenil possui inúmeros livros onde as árvores têm um papel principal e são arquétipos universais de mitos, simbologias e seres que encarnam as forças da natureza, e os aspectos gerais da condição humana e do imaginário colectivo.

Destaco aqui alguns desses livros:

A Árvore de Sophia Andresen
Beatriz e o Plátano de Ilse Losa
A cerejeira da Lua de António Torrado

Homenagem a Luísa Dacosta em Vila Real

No Dia das Letras Transmontanas e Alto-Durienses, a 16 de Março, o Grémio Literário Vila-Realense homenageou a escritora Luísa Dacosta – que se encontrará presente –, com o seguinte programa:
17h30 – Descerramento de uma placa na Rua Cândido dos Reis.
21h00 – Palestra pela Dr.ª Maria Hercília Agarez, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira.

Estaremos disponíveis com a obra completa que se encontra neste momento no mercado editorial:
- “Natal Com Aleluia”;
- “Na Água do Tempo” (Diário I) e “Um Olhar Naufragado” (Diário II);
- caixa: “A Maresia e o Sargaço dos Dias”, “Natal Com Aleluia” e “De Mãos Dadas Estrada Fora...” + “Luísa Dacosta – Entre Sílabas de Luz” (Pequena Fotobiografia) por Laura Castro;
- caixa: “A-Ver-O-Mar” com desenhos de Armando Alves, “Morrer A Ocidente” com desenhos de Jorge Pinheiro + “Eu Fui Ao Mar Às Laranjas” um ensaio sobre Luísa Dacosta por Maria Alzira Seixo;

- obras completas de Luísa Dacosta para a infância: “A Rapariga e o Sonho”, “Robertices”, “A Menina Coração de Pássaro”, “O Príncipe Que Guardava Ovelhas”, “Sonhos na Palma da Mão”, “O Perfume do Sonho, na Tarde”, “O Elefante Cor-de-Rosa”, “O Rapaz Que Sabia Acordar a Primavera”, “História Com Recadinho” e “Lá Vai Uma... Lá Vão Duas”.

sábado, abril 10, 2010

A Maior Flor do Mundo Revisitada



Actividades de Pós-Leitura da história "A Maior Flor do Mundo " de Saramago.

Alunos do 4º ano do Agrupamento Diogo Cão, Vila Real.

quinta-feira, abril 08, 2010

Biblioteca de Livros Fantásticos

No próximo dia 23 de Abril, sexta-feira, pelas 18h30, a Biblioteca Municipal de Pombal inaugura a exposição intitulada «Biblioteca de Livros Fantásticos», de Carmen Domech.

Os livros desta biblioteca enlouqueceram… A todos ocorrem coisas estranhas e misteriosas. Cada um conta uma história, como todos os livros do mundo, mas estes livros decidiram transmiti-la de uma forma diferente. Converteu-se em barco o livro que recolhe os relatos do mar, cresceu-lhe uma macieira que conta como nasceram as palavras. Durante a sua viagem, o pequeno livro aventureiro ficou preso numa teia de aranha... Livro após livro, mostramos as histórias que compõem esta Biblioteca de Livros Fantásticos.

A exposição ficará patente ao público até dia 23 de Maio de 2010.
Uma organização da Biblioteca Municipal de Pombal e do Município de Pombal, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Mais informações em http://caminhosdeleiturapombal.blogspot.com/

Kitty Crowther na Ilustrarte


O original da ilustração da vencedora do Prémio Astrid Lindgren, Kitty Crowther, vai estar, ao vivo, na Ilustrarte, no Museu da Electricidade em Lisboa. A Bienal Internacional de Ilustração para a Infância termina a 18 de Abril, pelo que teremos muito tempo para visitar. Não falte!

Exposição Ilustrarte


Beatriz e o Plátano

Esta é uma história que se apresenta como quase um clássico da literatura infantil portuguesa.
Desenrola-se num tempo indefinido e por isso muito actual e numa terra que poderia ser a nossa...a nossa rua ou o nosso bairro...
Há uma menina que também quer fazer "uma coisa maior do que o seu tamanho"...impedir que a árvore seja cortada pois não ficava bem em frente ao novo edifício dos correios...
Mas para Beatriz " ...aquela árvore fazia parte da sua vida , tal como um bom amigo" e seria impensável cortá-la...
Esta convicção leva Beatriz a lutar pelo que quer e acredita ...e consegue ....face à persistência e sacrifício, dormindo mesmo junto à sua árvore querida!

quarta-feira, abril 07, 2010

Leila


Esta história, de Sue Alexanfer, é um enredo de conflito entre uma menina de 10 anos, de natureza rebelde e um pouco selvagem e o seu pai, severo, como convém a um xeque das estepes do deserto árabe.
Contudo, esta é também a história de como se ultrapassam lembranças de entes queridos que já partiram: uns pelo esquecimento absoluto e outros pelas lembranças vividas e revividas...
O pai, Tarik, impõe um silêncio forçado e perturbador à volta da morte do filho, ameaçando de morte todo aquele que ouse evocá-lo. Leila, pelo contrário, como tudo à sua volta lhe lembra o ente querido, inicia um conflito interior que passa pela necessidade de contar as histórias do irmão a toda a gente, para que dele não se esqueçam, e a necessidade de obedecer ao pai, chefe da tribo e senhor de todos os desejos.
O tema da morte não é recorrente na abordagem dos autores de Literatura Infantil e Juvenil pelo que este autor e o seu ilustrador,Georges Lemoines, utilizaram imagens e frases tipo flash que no entanto conseguem produzir sentimentos fortes e arrebatadores lembrando-nos que, mais uma vez, é pela mão e da voz das crianças que devemos pautar as nossas condutas como adultos.

terça-feira, abril 06, 2010

A Maior Flor do Mundo

Na obra a Maior Flor do Mundo de José Saramago, ilustrada magnificamente por João Caetano, um rapaz sai da sua aldeia "de árvore em árvore", como um pintasilgo, ou Tarzan descobrindo a liberdade e o prazer da vida na floresta, e lança-se rio abaixo destemido!
O que descobre? ...uma flor, simplesmente uma flor "caída e murcha" - a natureza à beira da morte!
Contudo, esta flor em agonia recebe apoio incondicional deste menino que repetidamente, como as mães, lhe dá alimento, cuida dela, voltando vezes sem conta ao rio, para recolher a água, o vital alimento.
Em agradecimento, a flor retribui o gesto, resguardando-o do frio da noite. Só mesmo uma flor para retribuir gestos de afeição e amor!....
Esta história, que o autor supôs não saber contar, pode ser uma viagem exterior pela interioridade do ser humano. Ela reune em si mais complexidade e riqueza de análise e compreensão do mundo do que os adultos supõem que a literatura de potencial recepção infantil pode proporcionar! Nela a vida é pincelada com sementes de ideais sobre o mundo a que se deve voltar, porque nos esquecemos.
Devido à sua sabedoria inata, o rapaz consegue "fazer uma coisa muito maior que o seu tamanho"...
O Prémio Nobel, que não sabia escrever histórias para crianças, convida-nos a todos a fazer aquilo que afinal ele fez com mestria:
"Quem sabe se um dia virei a ler outra vez esta história, escrita por ti que me lês, mas muito mais bonita?..."
Será que vamos conseguir cuidar das nossas flores?

segunda-feira, abril 05, 2010

A Joana e o Lápis Amarelo

Neste livro de Pedro Veludo e ilustrado por Luísa Brandão (Ed.ASA), a história da Joana e o Lápis Amarelo tem um lugar de destaque.
O lápis amarelo ilustra um estado de alma pois ele, o lápis, "nunca viu a Joana fazer um desenho com muita alegria", pois "afinal, desenhos é um assunto que os lápis de cor entendem"(pg 21)
E que cores são decisivas na nossa vida?

Qual é o lugar do amarelo?

Ao retratarmos as experiências da nossa vida de que forma utilizamos a caixa de lápis que nos foi dada?

Qual é a cor predominante?

Como colorimos o céu?

Uma história que se cruza nas cores da vida mostrando mais uma vez que a Literatura de recepção infantil tem como primeiro leitor o adulto, que poderá estar ali também de corpo inteiro gostosamente apreciando as palavras, as imagens e a vida!

As Mil e uma Noites


"Aquelas histórias orientais cheias de beleza e de malícia. Essa foi a leitura mais inesquecível da minha meninice. Os fascículos faziam dois volumes, que li e reli, e ainda os tenho ali na estante."

VASCONCELOS, José Carlos, in Jornal de Letras, Lisboa, 14 de Março, 1989

As Mil e Uma Noites é uma coleção de histórias e contos populares originárias do Médio Oriente e do sul da Ásia e compiladas em língua árabe a partir do século IX. No mundo ocidental, a obra passou a ser amplamente conhecida a partir de uma tradução ao francês realizada em 1704 pelo orientalista Antoine Galland, transformando-se num clássico da literatura mundial.

As histórias que compõe as Mil e uma noites tem várias origens, incluindo o folclore indiano, persa e árabe. Não existe uma versão definida da obra, uma vez que os antigos manuscritos árabes diferem no número e no conjunto de contos.
O que é invariável nas distintas versões é que os contos estão organizados como uma série de histórias em cadeia narrados por Xerazade, esposa do rei Xariar. Este rei, louco por haver sido traído por sua primeira esposa, desposa uma noiva diferente todas as noites, mandando-as matar na manhã seguinte. Xerazade consegue escapar a esse destino contando histórias maravilhosas sobre diversos temas que captam a curiosidade do rei. Ao amanhecer, Xerazade interrompe cada conto para continuá-lo na noite seguinte, o que a mantém viva ao longo de várias noites - as mil e uma do título - ao fim das quais o rei já se arrependeu de seu comportamento e desistiu de executá-la.

A primeira versão em árabe das Mil e uma noites, redigida no século IX ou no século anterior, foi uma tradução da obra persa Hazār afsāna, atualmente perdida. Pouco ou nada se conhece dos contos que faziam parte das primeiras versões em árabe, uma vez que estas são conhecidas atualmente apenas por pequenos fragmentos de texto e menções em outras obras e os manuscritos mais antigos da obra conservados atualmente datam já do século XV.

A primeira tradução a uma língua europeia foi realizada pelo orientalista francês Antoine Galland (1645-1715), que publicou entre 1704 e 1717 sua Mille et une nuits. A principal fonte para a versão de Galland foi um manuscrito sírio em três volumes, escrito em árabe, que terminava na noite 282 e não apresentava o final. Para completar a sua obra e aumentar o número de noites, Galland utilizou outros textos árabes, incluindo manuscritos egípcios (hoje perdidos) com os contos Príncipe Camaralzaman e a Princesa Budura e o Conto de Ganim.
Galland também incorporou histórias que originalmente não se encontravam em nenhum manuscrito das Mil e uma noites conhecido. Uma é a história de Simbad o marujo, traduzida a partir de uma manuscrito árabe avulso. Outra fonte de Galland, segundo o próprio, foi um contador de histórias chamado Hanna Diab, um maronita de Alepo, que narrou-lhe contos como o de Aladim e a Lâmpada Maravilhosa e o de Ali Babá e os Quarenta Ladrões. Estes contos incorporados por Galland, e que aparentemente não formavam parte das Mil e uma noites original, tornaram-se extremamente populares e passaram a ser incluídos em manuscritos árabes e traduções europeias produzidas posteriormente.

Para os padrões atuais, Galland produziu uma tradução fantasiosa, mais uma recriação que uma tradução. Além das mistura de fontes para os contos, Galland omitiu e introduziu textos, alterou a fala de personagens e retirou os muitos versos poéticos dos originais. Além disso, Galland não explicitou com precisão que fontes utilizou para sua obra, o que dificulta seu estudo hoje. De qualquer forma, sua versão das Mil e uma noites foi imensamente popular e foi o ponto de partida para a influência da obra árabe no mundo ocidental e até mesmo na revalorização que os contos tiveram no mundo árabe.

A obra conta com muitas versões no cinema. A última de que me recordo "Les 1001 nuits 1990" com Catherine Zeta-Jones no papel de Sheherazarde, vê-se com muito agrado.

Em Portugal Adolfo Simões Muller publicou, em 1990 as suas "Mil e uma Noites" Edições Asa/ISBN: 9789724107257/Colecção: Classicos B.D.Portuguesa

e a editora Difel publicou, em 2008, As Mil e uma Noites de Naguib Mahfouz - escritor egípcio.

adaptado de Wikipédia

Recordando a Condessa de Ségur

Sophie Feodorovna Rostopchine, a Condessa de Ségur foi uma escritora russa, largamente conhecida no século XIX, como autora de obras-primas de literatura infantil.

A sua família era originária da Mongólia. Depois de muitas episódios desencadeados pela guerra com a França e depois do exílio para este país Sophie conheceu o Conde Eugène Ségur, com quem casou-se a 14 de julho de 1819.

A Condessa de Ségur escreveu seu primeiro conto com a idade de 58 anos! (Ainda estamos todos a tempo de seguir o exemplo!)


Criadora de personagens eternos para o imaginário infantil, as suas principais obras são "Os Desastres de Sofia", "Meninas Exemplares" e "As Férias", em que se desenvolvem os personagens Sofia, Paulo, Camila e Madalena.

Os títulos originais das suas obras, são:

1. Les nouveaux contes de fées, ilustrado por Gustave Doré, Hachette, Bibliothèque des Chemins de fer, 1857

2. Les petites filles modèles, ilustrado por Bertall, Hachette, Bibliothèque des Chemins de fer, 1857

3. Les malheurs de Sophie, ilustrado por Horace Castelli, Hachette, Bibliothèque Rose, 1858.

4. Les vacances, ilustrado por Bertall, Hachette, Bibliothèque Rose, 1859.

5. Mémoires d'un âne, ilustrado por Horace Castelli, Hachette, Bibliothèque Rose, 1860.

6. Pauvre Blaise, ilustrado por Horace Castelli, Hachette, Bibliothèque Rose, 1862.

7. La soeur de Gribouille, ilustrado por Horace Castelli, Hachette, Bibliothèque Rose, 1862.

8. Les bons enfants, ilustrado por Ferogio, Hachette, Bibliothèque Rose, 1862.

9. Les deux nigauds, ilustrado por Horace Castelli, Hachette, Bibliothèque Rose, 1863.

10. L'auberge de l'Ange Gardien, ilustrado por Jean-Antoine Foulquier, Hachette, Bibliothèque Rose, 1863.

11. Le général Dourakine, ilustrado por Emile Bayard, Hachette, Bibliothèque Rose, 1863.

12. François le bossu, ilustrado por Emile Bayard, Hachette, Bibliothèque Rose, 1864.

13. Comédies et Proverbes, ilustrado por Emile Bayard, Hachette, Bibliothèque Rose, 1865.

14. Un bon petit diable, ilustrado por Horace Castelli, Hachette, Bibliothèque Rose, 1865.

15. Jean qui grogne et Jean qui rit, ilustrado por Horace Castelli, Hachette, Bibliothèque Rose, 1865.

16. La fortune de Gaspard, ilustrado por Gerlier, Hachette, Bibliothèque Rose, 1866.

17. Quel amour d'enfant !, ilustrado por Emile Bayard, Hachette, Bibliothèque Rose, 1866.

18. Le mauvais génie, ilustrado por Emile Bayard, Hachette, Bibliothèque Rose, 1867.

19. Diloy le chemineau, ilusrtado por Horace Castelli, Hachette, Bibliothèque Rose, 1868.

20. Après la pluie le beau temps, ilustrado por Emile Bayard, Hachette, Bibliothèque Rose, 1871.
Adaptado de wikipédia

domingo, abril 04, 2010

Dia Internacional do Livro Infantil


É... já foi...


Mas não faz mal lembrarmo-nos...


O cartaz português até que é bonito....

Ilustração de Kitty Crowther


Imagem extraída de guardian.co.UK

Kitty Crowther - Astrid Lindgren Award

"Opening the door of imagination"
The work of Astrid Lindgren award
winner Kitty Crowther


Belgian author and illustrator Kitty Crowther at the Bologna children's book fair yesterday. Crowther had just heard the news that she had won the Astrid Lindgren memorial award, at SEK5m (£460,000), the world's richest children's books prize. The author, 39, beat British contenders including Quentin Blake, Michael Morpurgo and David Almond

in Guardian.co.UK

Dia Mundial do Livro



Dia 23 de Abril é o Dia Mundial do Livro!

Conhecem a história....?! de São Jorge e da rosa?!

Então leiam....


"É muito difícil definir a data exata que marcou o início da tradição popular de oferecer rosas no dia de São Jorge. Deve ser muito antiga, já que, desde o século XV há constância da celebração da Feira das Rosas no dia de São Jorge.

Esta mesma antiguidade traz a tentação de buscar uma relação entre uma tradição popular e o simbolismo do amor cortês que a rosa representa.

Mais além das possíveis teorias que possam justificar a tradição, o mais importante é que se tenha mantido viva e seja um símbolo indiscutível da Catalunha.

Em 1926 a Espanha instaurou o dia 23 de Abril como Dia do Livro pois esta data coincide com a morte de Cervantes, imitando a Inglaterra que já o celebrava no mesmo dia porque também coincide com a morte de Shakespeare.

A celebração enraizou-se rapidamente em Barcelona e estendeu-se na Catalunha, mas o propósito oficial diluiu-se ao coincidir com o dia do Santo Padroeiro.

Enquanto em outros lugares se mantinha de maneira muito escassa ou desaparecia, na Catalunha tornou-se um dos dias populares mais celebrados e ao mesmo tempo ajudou muito a potenciar a difusão e a venda do livro catalão.

Assim, na Catalunha o 23 de Abril é o dia de São Jorge, da rosa e do livro: o dia do Santo Padroeiro, do amor e da cultura.

É, decididamente, um dia de civismo, de cultura e de respeito entre todas as pessoas que vivem na Catalunha e, por extensão, todas as pessoas e todas as culturas do mundo.

23 de Abril: Dia mundial do livro e dos direitos de autor

A Conferência geral da UNESCO, reunida em Paris, considerando que o livro foi historicamente o instrumento mais potente de difusão dos conhecimentos, que todas as iniciativas para promover a difusão do livro são um fator de enriquecimento cultural, que uma das formas mais eficazes de promoção do livro é organizar todos os anos "O dia do livro", e constatando que esta fórmula ainda não fora adotada a nível internacional, em 15 de Novembro de 1995 proclamou o dia 23 de Abril "Dia mundial do livro e dos direitos de autor"."


Texto elaborado por Pep Camps, da Unidade de Comunidades Catalãs do Exterior, da Generalitat de Catalunya. Março de 2003. Fonte: dados históricos extraídos do postal de boas festas de 1978 editado pela Fundação Jaime I.

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Na minha terra conta-se que, no inverno, à lareira, quando ainda não havia as modernices de hoje, pais e avós juntavam-se para contar histórias. As mães diziam: Venham meninos vamos às contas! Claro que não eram só os meninos que se juntavam. Era a família inteira e mais os vizinhos e até os animais que lá por casa passeavam se aninhavam para saborear mais uma noite de histórias, contos, ditos e mexericos...