Na minha terra conta-se que, no inverno, à lareira, quando ainda não havia as modernices de hoje, pais e avós juntavam-se para contar histórias. As mães diziam: Venham meninos vamos às contas! Claro que não eram só os meninos que se juntavam. Era a família inteira e mais os vizinhos e até os animais que lá por casa passeavam se aninhavam para saborear mais uma noite de histórias, contos, ditos e mexericos...
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quinta-feira, dezembro 23, 2021
quarta-feira, julho 14, 2021
segunda-feira, julho 05, 2021
AS NAUS DE VERDE PINHO
NUNCA A HISTÓRIA DE BARTOLOMEU DIAS FOI TÃO FÁCIL DE APRENDER!
E É DE LEITURA OBRIGATÓRIA!
"Num estilo muito próprio, Manuel Alegre conta aos mais novos, em verso, esta magnífica aventura empreendida por um extraordinário capitão que levou no coração o país a navegar. Muitos perigos enfrentou e muitas batalhas travou e venceu para que o nome de Portugal nunca mais fosse esquecido".
segunda-feira, junho 28, 2021
As Viagens de Gulliver (1726)
| Primeira edição de Viagens de Gulliver | |
| Autor(es) | Jonathan Swift |
| Idioma | Inglês |
| Gênero | Sátira, Fantasia |
| Editora | Benjamin Motte |
| Lançamento | 1726 |
As Viagens de Gulliver (1726), originalmente Viagens a diversos países remotos do mundo, em quatro partes, por Lemuel Gulliver, a princípio cirurgião e mais tarde capitão de vários navios (renomeado em 1735), é um romance satírico do escritor irlandês Jonathan Swift. É o trabalho mais conhecido de Swift, e também um clássico da literatura inglesa.
Lilliput é uma das ilhas fictícias do romance "As Viagens de Gulliver". Swift apresentou-a como parte de um arquipélago, juntamente com a ilha de Blefuscu, algures no Oceano Índico. O livro também relata que as duas ilhas são inimigas. Nessa ilha, a personagem principal deparou-se com a população de pessoas minúsculas (com menos de seis polegadas de altura, cerca de 15 centímetros), chamadas liliputeanos, que o tomaram por gigante. Posteriormente, em Brobdingnag, o protagonista é considerado uma pequena pessoa entre gigantes.
quinta-feira, outubro 13, 2016
quinta-feira, outubro 06, 2016
A letra S
LusíadasLetra C ou Letra S
Consílio e concílio são palavras diferentes. A grafia, a origem e o significado o mostram:
Consílio provém do latim consiliu(m) que significa:
a) consulta, exame, deliberação, decreto;
b) determinação, resolução, expediente, projecto, desígnio, plano;
c) conselho: parecer, opinião, sentimento, voto;
d) conselho: assembleia consultiva ou deliberativa.
Em português significa conselho, reunião, assembleia.
Concílio provém do latim conciliu(m), que significa:
a) ajuntamento, ligação, união;
b) assembleia, reunião, sociedade, círculo (de pessoas), conselho (em sentido concreto), reunião de conselheiros, assembleia deliberativa;
c) concílio, assembleia de bispos.
Em português significa conjunto das pessoas da hierarquia eclesiástica, que têm voto em matéria de dogma, moral evangélica e disciplina, presidida pelo bispo, arcebispo, patriarca, papa ou seus legados. Significa também as actas, cânones, decisões do consílio.
A grande diferença entre as duas palavras é a seguinte: concílio pertence à linguagem da Igreja Católica; consílio pertence à linguagem fora das actividades da Igreja Católica.
Como vemos, a significação de concílio provém da significação c) do latim consilium.
Se o termo consílio que surge nos manuais do 9.º ano nada tem que ver (e não tem a ver, como erradamente se diz) com as actividades da Igreja, está correcto.
in
https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/concilio--consilio-outra-vez/6848
terça-feira, agosto 11, 2015
"We're The World (USA For Africa)"
When the world must come together as one
There are people dying
And it's time to lend a hand to life
The greatest gift of all
We can't go on pretending day by day
That someone, somewhere will soon make a change
We all are a part of God's great big family
And the truth, you know,
Love is all we need
[Chorus:]
We are the world, we are the children
We are the ones who make a brighter day
So let's start giving
There's a choice we're making
We're saving our own lives
It's true we'll make a better day
Just you and me
Send them your heart so they'll know that someone cares
And their lives will be stronger and free
As God has shown us by turning stone to bread
So we all must lend a helping hand
[Chorus]
When you're down and out, there seems no hope at all
But if you just believe there's no way we can fall
Well...well...well
Let's realize that a change can only come
When we stand together as one
sábado, julho 25, 2015
O elefante era cor-de-rosa e toda a linguagem semiótica do texto e da imagem giram à volta desta cor dos mundos encantados, dos mundos "cor-de-rosa", onde o elefantezinho vivia a sua vida que era também cor-de-rosa, "entre pássaros azuis e manhãs de cristal...(...)". As próprias páginas rosa e largas do texto abrem o mundo à imaginação pictórica, onde cada um poderia pintar espacialmente esse mundo, como muito bem entendesse.
Era um mundo de danças e sem sofrimento, onde o tempo não podia medir-se e onde as flores (...) pareciam rir e os pássaros prolongavam, no seu canto, o eco de tanta felicidade". Ah, as flores, essas eram brancas, simbolicamente puras e ingénuas, como era todo aquele mundo de ilusão subtil.
Contudo, como na vida real, estes mundos de felicidade permanente nunca existem, tal como não existem elefantes cor-de-rosa ... Assim, o elefantezinho tem que dar simbolicamente um salto para a frente, para o desconhecido, e parte na cauda de um planeta à exploração do espaço.
Onde poderá viver? O que poderá fazer? O mundo como ele conhecia morreu, ele estava sozinho! Restava-lhe a nossa TERRA, a nossa realidade vulgar, onde os elefantes são presos "(...) dentro de jaulas, que são uma espécie de gaiolas".
A fuga à realidade parece impossível no mundo empírico-histórico factual mas, até nesse, a mensagem de esperança vem daqueles cuja aceitação da alteridade, do outro, é mais fácil de ser conseguida.
As crianças, com a sua inocência e fantasia, aceitam até a mais inverosímil cor do pequeno elefante e é lá, na sua imaginação, que ele escolhe viver para sempre!
Autor-Luísa Dacosta
Ilustrador - Armando Alves
Editora - ASA
sexta-feira, julho 24, 2015
A escritora angolana Yola Castro
A escritora angolana Yola Castro destacou, nesta sexta-feira, em Luanda, a importância do livro no meio familiar e na comunidade, por ser uma ferramenta indispensável na formação do homem e no desenvolvimento socioeconómico do país.
Na sua opinião, o processo de distribuição de livros, principalmente nas crianças, deve ser acompanha por sessões de leituras, para incentivar os menores a criarem o gosto pela leitura.
Essa acção, reforçou, ajuda a aumentar o grau de conhecimentos dos menores, assim como garante melhores resultados académicos dos alunos.
“Deve existir um maior número de actividades infantis em que as crianças possam interagir mais com os livros, visto que a leitura é um acto de intimidade entre o manual e o leitor, na qual o beneficiário é o próprio leitor”, argumentou.
Por sua vez, a directora da Escola 1166, Esperança Massango, enalteceu a iniciativa do projecto “Leituras Públicas”, por incentivar as crianças a terem hábitos de leitura.
“Esse tipo de actividade é importante, porque a pessoa que lê um livro nunca mais será a mesma, visto que aprende coisas novas”, salientou.
Apelou aos pais e outros encarregados de educação no sentido de comprarem, cada vez mais, livros infantis, assim como ajudarem as crianças a lerem e a interpretarem as histórias, para os menores ganharem hábitos de leitura.
O projecto “Leituras Públicas” tem o principal propósito de incentivar os alunos a ganharem o gosto pela leitura, através da promoção do diálogo entre escritores e estudantes.
Jornalista e professora de literatura infantil, Yola Castro tem no mercado seis obras, entre as quais, “A borboleta colorida e a linda joaninha” (prémio literário 16 de Junho, INALD-2003), “Colectânea do conto infantil e Vuvukyetu” e “Família Real”.
Yola Castro nasceu em Luanda, em 1977, e desde os 12 anos se dedica à literatura infantil.
Foto: Joaquina Bento
Agência Angola Press
SEMANA DA LEITURA 2016
segunda-feira, fevereiro 23, 2015
A histórias infantis não são só para crianças
Who today remembers the plays of AA Milne or the political writing of Erich Kästner? Yet their children’s books are read the world over.
Salman Rushdie has suggested that of all his work – including Midnight’s Children, which won the Best of the Booker – his children’s books may last the longest. He recalled being urged to write them by publisher Kurt Maschler, who had published Kästner’s Emil and the Detectives.
“As Kurt Maschler said to me, ‘It’s the only one of his books that’s still in print!’ That was a lesson I didn’t forget. It may end up that Haroun and the Sea of Stories and Luka and the Fire of Life are the only books of mine that remain in print. And that would be fine, actually.”
Neil Gaiman tells the similar story of AA Milne, who is no longer remembered as a West End playwright or features editor of Punch, but only as “the author of two books of short stories and two books of verse for small children”.
It’s striking how long children’s books can last. One explanation may be the way in which they’re read. They become part of our emotional autobiographies, acquiring associations and memories, more like music than prose.
Another explanation may lie in the fact that children’s books are designed with re-reading in mind. For all children’s writers are conscious that our books may be re-read by children themselves.
“Yes, kids read and re-read favourite books,” says Francesca Simon. “My favourite Horrid Henry books to sign are the ones which are so dog-eared and stained through re-reading they are practically translucent. When Simon Mayo interviewed me, he commented that he had read them to his kids over 200 times. He looked like a man undergoing penance …”
“There’s nothing wrong with them,” says Charlotte Hacking, of the Centre for Literacy in Primary Education (CLPE). “Children need to read and re-read and keep coming back to books, looking at them in different ways. It’s actually a really good thing; it allows you to go deeper.”
So re-reading is a given for children’s authors. It’s one reason why we try to write books that have many layers and work on different levels, rewarding re-reading by growing richer each time.
But if this is true, then why are children’s books rarely considered for literary prizes such as the Man Booker and the Costa? This year’s Costa coverage barely considered the possibility that the children’s prize-winner, Kate Saunders’s Five Children on the Western Front, might win the overall prize.
Yet it’s an exceptional book that already feels like a classic. In a stunning twist on E Nesbit’s Five Children and It, Saunders takes those carefree Edwardian children and plunges them into the first world war. For they belonged to the generation who would die in the trenches, and she works this to devastating emotional effect.
“It’s an amazing book,” says Guardian children’s books editor Julia Eccleshare. “If that was an adult book working with Jane Austen, as it were, people would be wowing about it. The textual play on a classic, in the adult world, would receive far more praise than I think she has been noticed for – yet.”
Perhaps it’s unsurprising, given that only one winner of the Costa/Whitbread children’s book prize has ever won the overall book of the year. That was Philip Pullman’s The Amber Spyglass, back in 2001.
Sarah Churchwell, one of last year’s Booker judges, has written about the judging process. She said that it “asks of books something they’re not really designed for: to be read three times in a row by people probing for weakness. Most books just crumble under that kind of pressure: only the most rich, the most layered, continue to dazzle and reveal ever more.”
Children’s laureate Malorie Blackman agrees. “Call me biased,” she says, “but I find the standard of storytelling in children’s books and books for young adults second to none. I find it telling that even now, there are far more children’s books and books for teens that I’d like to re-read than books for adults.”
These are the books that get handed down through generations, becoming classics, but perhaps their readability works against them. Reflecting on the children’s books he still re-reads, Pullman observes: “Part of the joy of all these books is a sort of perfect lightness and grace in the words. Everything is in its right place. Not a comma needs changing. Things like that make it possible to read them again and again without fatigue.”
That lightness and grace is a hallmark of the best children’s writing, along with the multi-layered richness Churchwell found so rare. Yet only The Amber Spyglass and Mark Haddon’s The Curious Incident of the Dog In the Night-Time have ever appeared on a Booker longlist. Not one single children’s book has made the shortlist, let alone won, in the history of the prize.
A generational shift may now be occurring. For many of my generation, growing up in the 1970s with books like Watership Down, story is story, regardless of age. That’s even truer of younger writers.
“I certainly don’t see children’s books as being in any way lesser than adult literature,” says Katherine Woodfine, born in the 1980s, whose debut The Mystery of the Clockwork Sparrow is published this year. “If anything, I’d argue the opposite. Children’s books can have a hugely powerful effect on their readers, helping to shape and inform their view of the world, in a way that adult books rarely achieve. They’re the first literature we engage with, and what’s more, they’re often the first art works we ever encounter.”
Woodfine’s response to the lack of coverage is to create new media space. Together with Melissa Cox of Waterstones, she hosts Down the Rabbit Hole on Resonance 104.4FM: the only dedicated children’s books radio show. It’s part of a vibrant online community, too. Twitter, the Guardian children’s books site, and other digital spaces are connecting writers, readers, bloggers, vloggers, booksellers, librarians and teachers as never before, while hashtag chats such as #ukyachat and #ukmgchat regularly trend.
“Since JK Rowling’s Harry Potter and Philip Pullman’s His Dark Materials,” Jeanette Winterson has observed, “children’s literature has been repositioned as central, not peripheral, shifting what children read, what we write about what children read, and what we read as adults. At last we seem to understand that imagination is ageless.”
It’s true that such books brought children’s fiction to higher prominence in the early 2000s, but they are part of a literature that is continually regenerating itself. And as the generation who grew up on Rowling and Pullman begin to publish their own books, it will only go further.
Yet neither media coverage nor literary prizes have kept pace. Until they do, anyone looking for the richest contemporary literature might be advised to consult the lists for prizes such as the Guardian children’s fiction award and the Carnegie medal instead. Because that is where you will find book after book that stands up to re-reading: the true classics of the future.
terça-feira, janeiro 27, 2015
O TEMPO DA ALMA
(Hoje, no Jardim de Infância de Gravelos, Vila Real)
Cada vez mais surgem evidências de que os sistemas de crenças de uma civilização produzem um efeito decisivo sobre o funcionamento do ser humano (psíquico e fisiológico) uma vez que infundem sentimentos de esperança de vitória e são de grande ajuda na superação de dificuldades, mesmo (e principalmente) na vida adulta.
Estas crenças estão muitas vezes plasmadas nos “contos de fadas” cuja função é a de resgatar o “tempo da alma”. A alma tem um tempo próprio, característico, ditado pelos ritmos da natureza, que não costuma ter pressa. O “tempo da alma” é que regula o passo das fases do amadurecimento humano, em oposição à ansiedade e ao acúmulo de questões e de pressões de toda a ordem, que a sociedade moderna exerce sobre os Indivíduos, sobre os Estados e sobre as Uniões.
A verdade é que a maioria dos contos de fadas, que nós conhecemos hoje tiveram, na sua origem, finais muito mais extremos e envolviam temas muito pesados, como canibalismo, homicídio, e tortura. Eram contos recheados de vingança, de assassinatos, de mutilações … Essas histórias da mitologia europeia, que começaram a ser formalmente registrados, em prosa, na Idade Média, eram contadas de pais para filhos e traziam consigo preocupações da vida quotidiana (e nada nobre) como morte, fome, abandono e abusos sexuais.
Pelo contrário, os contos atuais, cheios de esperança e amor, foram fruto de uma preocupação com o impacto psicológico que as crianças podiam sofrer, tendo-se optado, então, pela fórmula mais branda, do politicamente correto.
Fossem essas histórias mais ou menos tenebrosas ou mais ou menos adocicadas elas não deixaram contudo de contribuir para o imaginário coletivo europeu, que certamente queremos que continue comum.
Assim sendo, é mesmo de um "conto de fadas" que necessitamos, de uma encantação determinada que transforme a abóbora, num coche puxado por fortes cavalos brancos.
Imaginar é um ato mágico, já dizia Sartre…pois então dêmos-lhes contos de fadas, acrescentou Einstein, sem hesitar!
quinta-feira, janeiro 15, 2015
kafka (para crianças)
My First Kafka: Runaways, Rodents, and Giant Bugs —uma adaptação de Kafka para crianças, com ilustrações a preto e branco por Rohan Daniel Eason, .
ver mais em:
http://www.brainpickings.org/2013/07/19/my-first-kafka-roth-eason/?utm_content=buffer7ef26&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer
quarta-feira, janeiro 14, 2015
É imenso e multifacetado o universo da literatura infantojuvenil. Ele gira em torno de vários eixos que mostram a riqueza e a amplitude da mesma, mostrando núcleos de significação e de inter-relacionamento com o mundo empírico-histórico factual passado, presente ou futuro e ainda revela quantum entanglement com a mitologia, a polifonia, a ideologia, a oralidade, a intertextualidade…
A argila, vulgarmente chamada barro, que se transforma depois em cerâmica é, segundo os estudiosos, a mais antiga das indústrias. Ela tem acompanhando a história da humanidade, deixando pistas sobre civilizações e culturas que existiram há milhares de anos, antes da Era Cristã. Costuma mesmo dizer-se que o primeiro artesão foi Deus que, depois de criar o mundo, pegou no barro e fez Adão.
Desta cerâmica ancestral existem vestígios um pouco por todo o mundo e Portugal não foge à regra e em Vila Real existe um tipo de cerâmica preta que, segundo Joaquim de Vasconcelos (1908) é uma “(…) arte incomparável, dotada de memória admirável, que mantém sem estampas, sem guia, vivendo ao desamparo, com uma simples iniciação patriarcal na família, as mais puras tradições de uma arte ancestral que enfeitiça e seduz o crítico mais exigente”.
A publicação do livro “Uma menina que nasceu no meio do barro: história quase verdadeira dos oleiros de Bisalhães, Vila Real” de Isabel Maria Fernandes com ilustrações de Rita Faria é uma chamada de atenção para a precária situação da olaria preta pois, pretende sensibilizar os mais jovens para a preservação das memórias, por um lado e, ao mesmo tempo, dirigir o foco para possíveis oportunidades de negócio para não falar das já tão faladas potencialidades turísticas.
E reza assim a história:
A Ana nasceu em Trás-os-Montes, e todos lhe chamam Ana Louceira. Um dia, o seu amigo Francisco foi visitá-la porque queria saber como se fazia a famosa louça preta de Bisalhães, Vila Real. A Ana levou o amigo a ver como os oleiros fazem esta louça. Os dois amigos passaram um dia inesquecível e o Francisco aprendeu imenso sobre o trabalho dos oleiros e sobre esta louça que, como por magia, muda de cor.
Boas leituras!
Os heróis improváveis
segunda-feira, janeiro 12, 2015
Segurança e Liberdade
Leila tem 10 anos. Vive no grande deserto, onde os beduínos viajam de camelo. Leila tem seis irmãos. Slimane é o seu preferido. Um dia Slimane desaparece no infinito das areias. Não voltará mais e o seu pai probibe que jamais o seu nome seja pronunciado, quer na esfera pública, quer na privada. Apesar da cólera do pai, o xeque Tarik, Leila impõe a sua vontade e Slimane vive de novo no coração de todos aqueles que dele se recordam.
Assim é a história de L...eila, no livro de Sue Alexander com ilustrações de Georges Lemoine.
Uma das coisas mais terríveis que pode acontecer, quando uma tragédia acontece, é não se poder falar dela, por medo de represálias, por imposição de alguém ou mesmo por imperativo próprio, de recato e introversão.
As duas primeiras (medo de represálias e por imposição de alguém) vão contra o que hoje em dia a sociedade occidental pugna que é uma sociedade dinâmica, no processo contínuo de conquista e defesa da liberdade, na construção e expansão no campo do direito, ético, cultural, individual e coletivo.
Ao ler o que David Lankes escreveu, hoje, no Library Journal - “All libraries should provide safe place to recover and the tools to turn tragedy into action and understanding” – dei comigo a pensar o que poderemos fazer+ nas escolas para que a importância da Liberdade de Expressão seja, de facto, inserida da formação de uma consciência cidadã.
Claro que inúmeros projetos poderão ser repensados, começando pelo jornal escolar e pela necessidade de ele se constituir como o veículo das diversas “vozes” que enquadram a comunidade educativa.
Depois temos o currículo/disciplinas, cujos professores sempre muito preocupados com o programa, dizem (e talvez bem) que não têm tempo para essas coisas…
Restam-nos as Bibliotecas Escolares/Centro de Recursos que são locais híbridos culturalmente, são plurais por natureza, no sentido de agregar múltiplos e diversificados saberes, com a intenção de criar vínculos com as suas comunidades não ignorando os centros mas, sobretudo, prestando atenção às periferias pois, é aí onde a ação é mais necessária.
A aprendizagem de uma literacia crítica à volta da personagem “Leila” do Livro de Sue Alexander, que estava impedida, pelo pai de mencionar o irmão morto, o questionamento do texto para averiguar o porquê das vozes autoritárias em jogo, a persistência de Leila e a sua vitória final dão, a esta história, um magnífico pretexto para, por exemplo, definir aquilo que consideramos Segurança e Liberdade e fornece-nos elementos de comparação, relativamente a estes conceitos e à prática deles, em diferentes sociedades.
domingo, janeiro 11, 2015
O senhor o seu nariz e outras histórias
Contudo, a fada não aparece só no fim da história. Pelo contrário, aparece bem no princípio da mesma quando insiste em fadar o rapaz/bébé com “um nariz do tamanho de um chouriço” e, sem mais delongas, o nariz começou a crescer, a perder de vista, de tal forma que o rapaz/homem, apesar de tudo sempre otimista dizia: “Não era pior se fosse do tamanho de um presunto?”
sábado, maio 24, 2014
Livros e Filmes - um evento a não perder!
Destina-se a todos os que têm paixão pela leitura, pela escrita e pelo vídeo, ou seja, destina-se a si. É o espaço ideal para a partilha entre leitores, autores, realizadores ou especialistas, professores ou alunos que, no contexto de ensino/aprendizagem atual, procurem descobrir mais sobre a produção literária e cinematográfica.
Está confirmada a presença de produtores de cinema e espetáculos, de especialistas em literatura e cinema, de editores, de jornalistas, de ilustradores e de mais de uma dezena de escritores. Todos participarão em tertúlias a realizar em espaços públicos da cidade e em cafés da zona histórica, no decurso da Feira do Livro (que se realiza todos os dias), no Books & Movies Rock Fest (dia 7 de junho) e na Gala Prémio Books & Movies – Homenagem a Manoel de Oliveira e entrega dos prémios Books & Movies – Município de Alcobaça 2014.
O evento inclui outras iniciativas como exposições, projeção de documentários e filmes, atividades desportivas e lúdicas (Especial Dia da Criança), teatro, música, sessão de autógrafos e lançamento de livros. BOOKS & MOVIES – Alcobaça 2014 – a odisseia do livro e do vídeo!
Aventure-se connosco!
(In: Câmara Municipal de Alcobaça, 2014, Books & Movies - Apresentação)
Missão Impossível
Mas hoje, não vos quero falar desta MISSÂO IMPOSSÍVEL, mas de uma outra que foi editada pela Fundação Jorge Álvares e que tem por autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.
A apresentação pública teve lugar no auditório da Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa no dia 20 de maio de 2014, pelas 18h00.
Partindo de uma garrafa de porcelana azul e branca da China encomendada por Jorge Álvares em 1552, de que a Fundação é proprietária e pode ser vista no Museu do Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa, as autoras desenvolvem no livro "Missão Impossível" uma aventura em que ressalta a vida de Jorge Álvares no Oriente naquela época, os seus amigos bem como as lendas e os animais míticos chineses.
As bibliotecas escolares irão receber alguns exemplares da obra para divulgarem pelos professores, pelas crianças e pelos jovens.
LED Text Scroller
Na minha terra conta-se que, no inverno, à lareira, quando ainda não havia as modernices de hoje, pais e avós juntavam-se para contar histórias. As mães diziam: Venham meninos vamos às contas! Claro que não eram só os meninos que se juntavam. Era a família inteira e mais os vizinhos e até os animais que lá por casa passeavam se aninhavam para saborear mais uma noite de histórias, contos, ditos e mexericos...












